Loading... (0%)

Pais e Educadores

Afim de auxiliar na educação das crianças, estamos divulgando constantemente textos destinados aos pais, educadores, responsáveis ou interessados, com notícias a respeito de educação, alimentação, comportamento, dentre outros.

Perguntas Difíceis

Conversando sobre Perguntas Difíceis

“–Pai, o que é um hotel?
– É um lugar onde as pessoas se hospedam quando estão viajando.
– E o que é motel, com “M”?
(depois de um susto, uma crise de tosse e uma respiração profunda, com a maior naturalidade…)
– Filha, É hotel em inglês. É que nos Estados Unidos, hotel é escrito motel em inglês, vimos isso naquele filme, lembra? É que algumas pessoas aqui no Brasil querem ser chiques e escrevem em inglês. Como quando vemos nos cardápios hot dog, ao invés de cachorro quente.
– Ah ta!”
Uma pergunta inesperada, um pai pego de surpresa e uma situação embaraçosa. Cena comum essa! Mas, nessas horas, o que fazer? O susto, a tosse e a respiração profunda deram tempo para o pai refletir rapidamente e se sair com uma explicação até que aceitável. Realmente, há no dicionário de inglês que motel é um tipo de hotel localizado em uma estrada, que dispõe de um estacionamento diferente. Não era de todo uma mentira. Mas, no Brasil, motel tem outro significado…

Será que minha filha sabe o que é motel? Será que ela ouviu alguém falar ou viu alguma propaganda sobre isso? Será que ela se convenceu com a minha explicação ou fingiu que aceitou porque sabe que eu ainda não estou preparado para conversar sobre isso? Vou falar com a mãe dela, porque, se tiver que conversar sobre isso, eu não vou ter coragem, não mesmo. Mas será que já chegou a hora?

Vamos refletir um pouco sobre o assunto. Não existe uma hora certa para conversar sobre sexo ou qualquer outro tema delicado e abstrato. Nessas situações, a saída é o bom senso. Avaliar a idade da criança e seu nível de compreensão é fundamental. Às vezes, a criança ainda não tem como compreender certos temas e não adianta explicar, porque ela não tem como entender. Então o melhor mesmo é adiar a conversar e usar explicações paralelas, sem nunca mentir para a criança.

Mas se chegou a hora, não tem como fugir do desafio. Quando a curiosidade surge, é porque o tema está, de alguma forma, povoando o seu pensamento. Primeiro, é importante que os pais se preparem para essa conversa, que pensem sobre o assunto e reflitam, enquanto família, o que acham interessante compartilhar com as crianças. Segundo, antes de iniciar o diálogo, é útil investigar o que a criança já sabe sobre o assunto, o que imagina, o que tem de informações inespecíficas, vindas de outros contextos como a televisão, os amigos da escola e os vizinhos. Nessas investigações, pode-se ter várias surpresas. Muitas vezes, imaginamos que as crianças não sabem nada, quando, na verdade, o assunto está bem esclarecido em sua cabecinha. Terceiro, usar uma linguagem clara, com termos simples, utilizando também metáforas e comparações. Já dispomos no mercado de vários livros e histórias que ajudam bastante aos pais nessa missão especial. Por último, especialmente quando o assunto for sexo, sendo este um aspecto natural do ser humano, deve ser tratado como tal. Proibir, brigar, reclamar ou dizer que é feio não ajuda, e sim atrapalha bastante.

Em caso de dúvidas, os pais podem procurar a escola, conversar com a professora, investigar se essas perguntas surgem no contexto escolar e como estão sendo respondidas. O Serviço de Psicologia Escolar também esta à disposição, para dividir com os pais essas inquietações.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

O Conceito de Bullying

Conversando sobre o conceito de Bullying

Você sabe o que é bullying? Certamente, como pais e mães vocês já devem ter ouvido falar sobre o assunto. Provavelmente não é uma palavra nova em seu vocabulário. É cada vez mais frequente a exibição de reportagens sobre o fenômeno bullying, como, por exemplo, a matéria recentemente veiculada no Fantástico que mostra a chocante cena de um aluno que, depois de muitas provocações, reage, desferindo um golpe quase mortal contra um colega.

A divulgação do tema tem efeitos muito positivos. Saber que existe e como acontece são as principais estratégias de enfrentamento ao problema e a mídia tem ajudado bastante nesse processo. No entanto, a veiculação excessiva pode gerar uma preocupação exagerada e uma identificação errônea do fenômeno, confundindo o bullying com qualquer brincadeira de criança.

Sendo este um espaço específico para compartilhar informações entre a escola e a família, é importante esclarecer o que é o bullying, como acontece, quando acontece, como se caracteriza, o que a escola deve fazer, como os pais podem ajudar e inúmeras outras dúvidas. Como o assunto é extenso, preparamos uma série de textos para abordar a questão e esperamos que tal reflexão fortaleça ainda mais nossa importante parceria para o pleno desenvolvimento de nossos alunos, seus filhos.

Vamos relembrar… Em seu tempo de escola, você foi alvo de apelidos, gozações ou xingamentos? Você teve seus pertences roubados ou quebrados? Você se lembra de algum fato ou situação que tenha marcado, de forma negativa, a sua vida escolar? Alguns responderão que sim, como vítimas, autores ou simples expectadores. Outros responderão que não, felizmente não.

A princípio, vamos conceituar: o bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder, tornando possível a intimidação da vítima. O bullying sempre existiu desde que a escola existe. Porém, somente há pouco mais de três décadas é que se tornou assunto estudado, com definição de parâmetros científicos para sua caracterização. O que é importante destacar é que o bullying é uma forma de violência crônica, persistente, que não deve ser confundido com ações pontuais, desentendimentos ou conflitos escolares específicos.

Sabe-se que, durante o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes, estes vão se deparar com situações conflitantes, porque isso faz parte da aprendizagem de convivência social e da construção de habilidades de relacionamento interpessoal. É possível que, um dia ou outro, seu filho chegue em casa queixando-se de um colega, porque este quebrou um brinquedo ou o apelidou. No entanto, um fato pontual não é bullying. Somente podemos reconhecer o bullying, quando as ações são repetitivas e intencionais, não tem motivo aparente, existe uma relação desigual de poder e gera sofrimento na vítima. Com os quatro critérios acima atendidos, podemos pensar em bullying.

Nos textos seguintes, apresentaremos o papel da escola para prevenção e enfrentamento ao bullying e a valiosa contribuição dos pais e da família na construção de uma cultura de paz nas escolas, nas comunidades e na sociedade.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

A Prevenção ao Bullying

Conversando sobre a prevenção ao Bullying

A melhor maneira de evitar o bullying é não deixar que ele aconteça. Para não permitir que ações caracterizadas como bullying aconteçam aos nossos alunos, a família e a escola devem agir preventivamente e ter as atitudes adequadas diante de qualquer possibilidade de ocorrência do fenômeno.

Para que isso ocorra, o primeiro passo é compartilhar informações, disseminando conhecimento a respeito do assunto. Aos pais, foi a primeira vez que enviamos um texto sobre o assunto (principalmente para apaziguar corações apreensivos pela intensa exploração da mídia sobre o tema). Mas, para as pessoas que fazem o Colégio Lerote, o bullying é um tema que há muito vem sendo estudado e debatido. Não que tivéssemos detectado a existência do fenômeno na escola e sim por que temos a missão de evitar que aconteça e, para fazê-lo, precisamos saber do que se trata. Dessa forma, em nossos momentos de capacitação interna, que ocorrem intensamente antes de iniciarmos cada ano letivo, nossos professores, auxiliares e demais colaboradores (funcionários da secretaria, limpeza, manutenção e cantina) aprenderam e estão aprendendo sempre sobre bullying, habilidades sociais, resolução de conflitos interpessoais, autoestima e demais temas ligados ao universo de crianças e adolescentes. Além de exposições sobre o tema, nossos cursos também são direcionados para aprendizagem de ações, descobrindo o que fazer e como fazer no contato diário com nossos alunos.

Nesse sentido, podemos afirmar que todos os nossos educadores sabem o que é e como reagir em situações de conflitos entre alunos, buscando a resolução desses pequenos impasses, que são comuns em cada faixa etária, agindo sempre que a situação apontar a necessidade de um envolvimento dos professores, da coordenação pedagógica e/ou das famílias.

Além dessa atuação preventiva, a escola está, a todo momento, incentivando as crianças a construírem relações de solidariedade, respeito e afeto entre os alunos. Em cada projeto, atividade, aula ou passeio, as pessoas que fazem o Colégio Lerote e, principalmente as professoras e auxiliares, demonstram aos nossos alunos a importância de respeitar os colegas, aprendendo a se colocar no lugar do outro, desenvolvendo, entre outras habilidades, a capacidade de ser empático.

Quanto aos pais e famílias, eles também podem ajudar bastante no combate ao bullying e essa ajuda é essencial. Sabemos que a aprendizagem de valores e regras sociais tem, na família, sua grande base de sustentação e parabenizamos aos nossos pais por sempre se preocuparem com a construção da cidadania de nossas crianças.

Se nossas crianças vivenciam ambientes acolhedores e respeitosos, onde as formas de tratamento hostis e humilhantes não têm espaço, não haverá possibilidade de que sejam autores, expectadores ou vítimas de intimidação. Se nossas crianças sabem se comunicar e se defender, sem agredir ou revidar, buscando sempre que necessário, a intervenção do adulto para resolução de um conflito, então teremos relações saudáveis e sem possibilidade de coação. E se os pais estão atentos aos seus filhos, procurando, junto com a escola, reconhecer o menor sinal de situação de bullying (esteja a criança na posição de autor, vítima ou simples expectador), então, realmente, o bullying vai continuar sendo notícia de jornal. Estamos fazendo a nossa parte e contamos com vocês, sempre!

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

A Mãe que Trabalha

Conversando sobre a Mãe que trabalha

É verdadeiramente uma alegria a mãe poder acompanhar o crescimento e desenvolvimento de seus filhos a todo momento. A maioria das mães desejaria muito não precisar trabalhar e poder ficar o dia inteiro ao lado de seus pequenos. Quando a mãe sai para trabalhar, tem criança que chora, tem criança que faz travessura, tem criança que esconde a chave do carro, tem criança que gruda no pescoço da mãe com a maior força que tiver. Do outro lado, tem uma mãe dividida que se despede trinta vezes e afirma dentre outras coisas… que não vai demorar, que tem que trabalhar para juntar dinheiro para comprar brinquedos, que quando voltar vai trazer um presente bem legal.

Deixando seus filhos com babás ou avós, em creches ou escolas, a enorme culpa de muitas mães faz com que usem todos os recursos para minimizar o “sofrimento” de seus filhos na hora da despedida. Cuidado ao dizer que não vai demorar, porque, na maioria das vezes, o chefe não avisa quando vai exigir hora extra. Cuidado ao dizer que precisa trabalhar para juntar dinheiro para comprar brinquedos, pois a criança pode simplesmente dizer que não precisa de brinquedos, trocando qualquer artefato do Ben 10 por alguns minutos de presença materna. Cuidado ao prometer presentes porque esse hábito se torna insustentável ao longo dos anos.

Antes de se livrar da culpa, vamos então aos motivos que sustentam a decisão de trabalhar. Uma mãe que trabalha adquire satisfação pessoal e acrescenta à sua identidade uma profissão que a caracteriza e orgulha. Uma mãe que trabalha tem uma renda que é só sua, que pode ser usada consigo, com a família ou com a criança, em melhores passeios, brinquedos ou alimentação mais rica. Uma mãe que trabalha conquista uma rede social rica e diversificada no ambiente de trabalho, o que permite aprender com outras pessoas e histórias de vida. Uma mãe que trabalha lida melhor com o sentimento de solidão que surge quando os filhos começam a estudar e a constituir uma vida própria e independente. Uma mãe que trabalha permite aos seus filhos maior contato com outros cuidadores, sejam avós, babás ou professoras, o que faz com que a criança experimente relações de cuidado diferentes e diversificadas.

Diante de todos esses motivos, a mãe que trabalha precisa estar segura de sua decisão de trabalhar, da importância de sua carreira e de sua profissão em sua vida. Essa segurança vai propiciar, no momento da despedida, firmeza e carinho para que a criança sinta e perceba que o trabalho de sua mãe é importante para ela, que a faz feliz e a completa. Dessa forma, não precisa usar recursos para amenizar o sofrimento ou compensar a ausência.

Um único alerta deve ser feito às mães que trabalham: por menor que seja o tempo diário disponível, é fundamental que exista e que tenha qualidade. No caminho da escola, na hora do almoço, na aula de balé ou futebol, na consulta ao pediatra ou mesmo aproveitando a hora de fazer o supermercado para estar com seu filho, é importante ouvi-lo e fazer com que se sinta amado e respeitado.

Às mães que trabalham, jogo de cintura e flexibilidade devem ser características suas! Uma vez livres da culpa… tenham um bom trabalho!

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Educação

Conversando sobre Educação

Certa vez, durante a leitura de uma revista de circulação nacional, deparei-me com uma campanha
publicitária, no mínimo original. A campanha apresentava-se em duas folhas. A primeira delas continha uma imagem de uma criança sorrindo e uma pergunta provocadora que dizia: “O QUE VOCÊ FARIA SE ALGUÉM BATESSE NO SEU FILHO?”. Naturalmente, o pensamento do leitor seria de revolta e indignação e geraria reflexões apaixonadas diante do instinto dos pais de defesa de seus filhos. No entanto, a segunda parte da campanha apresentava a mesma imagem de criança, mas com outra frase, igualmente provocadora, que questionava: “E SE ESSE ALGUÉM FOSSE VOCÊ?”. O objetivo da campanha era fazer os pais pensarem no seu suposto “direito” de bater em seus filhos, sendo surpreendidos com a visão de que nem mesmo os pais deveriam ter o “direito” de bater em seus filhos.

A campanha aconteceu há alguns anos e foi apresentada aqui para provocar uma reflexão acerca do uso da palmada e castigos físicos no processo de educação das crianças. Esse debate reacendeu pela recente proposta de modificação da legislação acerca do tema, onde ficaria vedado aos pais usar castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. A nova lei ainda precisa ser aprovada, mas já provoca um debate importante.

A autoridade dos pais é essencial para o processo de crescimento e desenvolvimento saudável de uma criança. Os pais precisam ter a convicção de sua responsabilidade no papel educativo e da necessidade de construção do respeito à autoridade paterna. Educar filhos não é tarefa fácil. Nesse desafio, a paciência e a persistência são habilidades fundamentais. Criar regras é diferente de impor as vontades dos pais, e a resistência dos filhos fica menor quando percebem que as leis que regem os direitos e deveres em casa são regulares, constantes e lógicas. Essas leis não podem ser arbitrárias, como resultados de mudanças de humor e nível de estresse dos pais.

Um tema longo e um espaço pequeno para reflexão. Nesse texto, queríamos apenas compartilhar o debate e incentivar a prática da educação sem o uso de castigos físicos. Acreditando que é possível educar sem bater, deixamos a história de um sobrinho, relatada por sua mãe, para que cada pai e cada mãe construam sua opinião acerca do assunto.

Na casa desse pequeno rapaz, com quatro anos de idade, todos os dias havia uma pequena dificuldade na hora de realizar as tarefas escolares. A mãe e o pai sempre prometiam uma “pizza” caso o filho “não fizesse direitinho o dever de casa” e todo dia tinha uma palmada no bumbum, muito choro e estresse dos pais. Percebendo que a palmada não estava resolvendo e que estava inclusive prejudicando o relacionamento interpessoal da criança na escola, pois ela começara a bater nos colegas para resolver as disputas de brinquedo, os pais resolveram mudar de tática. Avisaram ao filho que, se não fizesse a tarefa como deveria, cumprindo seu dever, não poderia assistir ao seu desenho animado favorito, perdendo um direito. Como de costume, a criança resistiu na hora da tarefa e quando o pai chegou em casa, o castigo ia ser dado, conforme prometido. Já quase chegando a hora de começar Pica-pau, o filho vai até a porta do quarto dos pais e muito agitado, implora: “pai, bate logo no meu bumbum mas por favor, deixa eu assistir o Pica-pau”.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Chupetas e Mamadeiras

Conversando sobre Chupetas e Mamadeiras

Prezados pais, vocês estão com dificuldades para retirar a chupeta e a mamadeira da vida de seus filhos? Se responderam que sim, saibam que não estão sozinhos. Muitos pais enfrentam dificuldades na hora de eliminar esses acessórios da vida de seus filhos. No entanto, saibam que essa mudança de hábito é essencial, e é preciso ficar atento ao momento e ao jeito certo de fazê-la.

Para não causarem danos, a chupeta e a mamadeira devem ser retiradas após os dois anos de vida. Essa mudança não poderá ocorrer de forma abrupta, e sim gradualmente. Até os três anos, recomenda-se a retirada completa desses acessórios. Dizer adeus à chupeta e à mamadeira irá fazer muito bem à saúde e autoestima de seus filhos.

O uso da chupeta altera o crescimento e o desenvolvimento adequado dos ossos e dos músculos da face, deixando o palato mais alto, os dentes mais protusos (dentuços) e a musculatura não adequadamente desenvolvida, podendo acarretar prejuízos à dentição e à linguagem (fluência da fala e pronúncia de determinados sons). A mamadeira, principalmente quando se alarga o seu bico com furos maiores, impede que o bebê e a criança fortaleçam os músculos da face, pois o esforço para sugar o alimento é mínimo. Por isso, nada de cortar o bico da mamadeira, ela já vem com o furinho certo para cada alimento. Além disso, vem sendo usada como substituto diário de refeições importantes, pela praticidade e facilidade, impedindo que a criança coma alimentos sólidos, exercitando a mastigação, habilidade importante para o desenvolvimento da fala.

Além dessas consequências, o uso de chupetas e mamadeiras ainda gera uma confusão na cabecinha de nossas crianças. Quando entram na escola, as professoras dizem que ficaram grandes, que são espertos, que são capazes de aprender muitas coisas, inclusive a ler e escrever. No entanto, seus pais permitem que usem chupetas e mamadeiras, e elas bem sabem que esses objetos são “coisas de bebê”. Então surge a dúvida: eu sou uma criança como minha professora diz, capaz de superar os desafios que surgem diante de tantas letras e números, ou ainda sou o “neném da mamãe”, que usa chupeta e toma mamadeira, e talvez nem precise ler e escrever?

Diante do desafio de conquistar o mundo da leitura e da escrita, é importante que nossas crianças tenham a certeza de que não são mais bebês. Engraçado que, na maioria dos casos, os alunos que ainda usam chupeta ou mamadeira o fazem escondido de sua professora e de seus colegas, pois têm a plena consciência de que não deviam mais fazê-lo. Sabem que já são grandes, mas não conseguem abandonar o gostoso hábito.
Convencidos da importância de retirar a chupeta e a mamadeira, no próximo texto, apresentaremos algumas dicas e sugestões para essa tarefa nada fácil, mas plenamente possível e recomendada. Com nossos pais, façamos um acordo: até o Natal, adeus às chupetas e mamadeiras, nem que tenhamos que negociar com Papai Noel.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081, contando com a colaboração da Fonoaudióloga Lizard Batista.

Retirar Chupetas e Mamadeiras

Conversando sobre a retirada de Chupetas e Mamadeiras

No nosso último texto, após a apresentação de inúmeros argumentos, chegamos à conclusão de que a retirada da chupeta e da mamadeira é fundamental, principalmente para as crianças que têm mais de três anos de idade. Convencidos da necessidade de se promover essa mudança no cotidiano de nossas crianças, vamos às dicas e sugestões prometidas.

A primeira e mais importante de todas é que os pais precisam ter plena consciência de que a difícil tarefa de tirar chupetas e mamadeiras depende muito mais dos adultos do que das crianças. Deposite em você, como pai, mãe, avó ou responsável pela criança, a responsabilidade pelo sucesso, ou fracasso, da missão. Além de não ter a dimensão da importância dessa mudança em seu desenvolvimento, a criança não vai colaborar nem um pouquinho. Com certeza, a reação dela vai ser de choro, resistência, birra e muita insistência. Então, se ainda existirem dúvidas, sugiro uma releitura do texto anterior. Apenas quando os pais e responsáveis pela criança ficarem convictos de que chegou a hora de dizer adeus às chupetas e mamadeiras podemos começar a retirada.

Importante lembrar que o uso da chupeta é um hábito, que tem sua função e significado, geralmente associados à necessidade de sucção de bebês e crianças, trazendo conforto e relaxamento. Já a mamadeira é outro recurso, relacionado à alimentação. Parece óbvio, mas é bom lembrar essa diferença que interfere na necessidade de uso e na maneira de retirada. Se seu filho usa os dois, vamos começar pela chupeta e a mamadeira será uma consequência.

Antes de qualquer coisa, deve-se observar se é a criança quem pede ou se são os adultos que oferecem a chupeta. Às vezes, por hábito mesmo, usamos esse utensílio para acalentar ou distrair nossas crianças e sequer pensamos na possibilidade de conversar, abraçar, cantar ou inventar uma brincadeira.

A rotina da criança deve ser avaliada para perceber quais os horários em que a criança solicita a chupeta. Por exemplo, se a criança usa chupeta durante alguns períodos do dia e à noite, ao dormir, podemos tirar primeiro durante o dia, deixando apenas que faça parte do ritual de adormecer. Assim que a criança adormece, retira-se a chupeta. Útil também é não mais deixar a chupeta presa à roupa da criança ou em locais de fácil acesso, espalhadas pela casa. Se a criança não vê, não lembra e fica mais fácil esquecer.

Dependendo da idade e da capacidade de entendimento, é importante conversar com a criança, explicando que ela já cresceu, que não precisa mais de chupeta porque não é mais bebê. É essencial passar essa mensagem como algo positivo, sinônimo de uma conquista e não de uma perda. Ficar próximo, conversar, distrair, brincar e dar muito carinho são atitudes esperadas dos adultos nesse momento. Elogiar a cada vez que a criança guarda a chupeta é melhor do que de dizer que ela “está feia com esse bico horroroso”. Comparar com super-heróis e princesas, que não usam mais chupeta, também pode ser útil.

Trocar a chupeta por presentes não é recomendável, uma vez que a criança precisa deixar a chupeta porque é bom para a sua saúde e não apenas para ganhar brinquedos caros. No entanto, alguns pais relatam que essa saída funciona, principalmente se for algo que a criança deseje muito. Quem sabe Papai Noel pode nos ajudar e escrever uma resposta ao pedido enviado na cartinha…explicando que só ganha presente quem não usa mais chupeta.

E, por fim, vamos à mamadeira, que é bem mais fácil de ser retirada porque depende da mudança de hábitos alimentares. Se seu filho já é capaz de mastigar e de se alimentar sozinho, restrinja a mamadeira apenas aos momentos em que precisa da ingestão de líquidos específicos, como o leite, essencial para o crescimento saudável. Pode ser usado no café da manhã ou antes de dormir, horas em que a criança está mais sonolenta e fica difícil segurar um copo sem derramar. E lembre-se de que o leite na mamadeira faz parte da lista de refeições diárias, mas não deve substituir o almoço ou o jantar.

Água, suco e até mesmo o leite podem ser tomados em copos com tampas e bicos específicos, não mais na mamadeira. A data de aniversário pode ser marcada como o dia oficial para o adeus às mamadeiras, comemorada com fotos e festa. Contar aos amigos que seu filho não usa mais mamadeira pode dar uma injeção de autoestima na criança, mostrando que é motivo de orgulho.

Além de todas estas dicas, contem com o apoio da escola. Dizer à professora que a família está engajada nessa missão e pedir sua ajuda faz toda a diferença. A professora poderá contar histórias, citar exemplos e mostrar que “chupeta e mamadeira são mesmo coisas de bebê”.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Brinquedos

 Conversando sobre Brinquedos

O que você costuma fazer quando seu filho chega da escola com um brinquedo novo?
a) Nada, pois acho que ele deve ter trocado com algum colega. Às vezes, eu nem percebo que há na mochila dele um brinquedo diferente;
b) Converso com ele para saber de quem é aquele brinquedo e como ele foi parar em sua mochila. Gosto de olhar a mochila todos os dias e de acompanhar tudo o que acontece na escola;
c) Fico assustada e vou logo fazendo um monte de perguntas, para investigar como esse brinquedo chegou às suas mãos. Brigo, reclamo, dou bronca e boto de castigo.

No dia a dia das escolas, é muito comum que uma criança chegue com algum brinquedo novo em casa. Se em casa, os pais têm um bom controle do que costumam comprar para seus filhos, é provável que saibam se esse brinquedo era seu ou não. E é natural que tenham diferentes reações como as citadas acima.

É importante destacar que cabe aos pais a responsabilidade pelo ensino de valores e a orientação em relação aos cuidados com os seus pertences e os dos colegas. A criança aprende com a família, e na escola também, a respeitar o que é seu e o que é dos outros.

Por isso, quando uma criança chega com um brinquedo novo, independente do valor comercial, é fundamental que os pais conversem sobre o fato. Sem acusações, medos ou anseios, tentando descobrir o que aconteceu e como aquele brinquedo chegou até ali. Pode ser que o colega tenha emprestado, fato muito comum entre os alunos. Pode ser que o aluno tenha visto o objeto jogado no chão e, achando que não tinha dono, tenha ficado para si. Pode ser que o aluno saiba que aquele brinquedo tinha dono, mas o desejava tanto, que não lembrou que não poderia pegar sem autorização. Tantas coisas podem acontecer.

Em uma conversa amistosa e tranquila, os pais podem descobrir o que aconteceu e tomar as atitudes adequadas. Se foi um empréstimo, orientar para que tenha cuidado com o objeto que, temporariamente, estará sob sua responsabilidade. E avaliar se seu filho tem condições de devolvê-lo em igual estado, não danificando, perdendo ou quebrando o brinquedo do colega. Se o objeto foi encontrado no chão da escola, ensinar a verificar se tem um nome e procurar o dono. Se não tem nome, ensinar a entregar a alguém da escola, que deve visitar todas as turmas e tentar descobrir de quem é o brinquedo. Aproveitar para desfazer o ditado popular que diz que “achado não é roubado”, pois certamente aquele brinquedo tem dono e a criança que o perdeu deve estar muito triste por isso. E se o brinquedo foi pego de outro colega, ficar atento para a aprendizagem de regras, pois é um sinal de que a criança ainda não aprendeu o que deveria em relação ao que é permitido ou proibido. Ensinar que ele poderia ter pedido emprestado ou poderia ter esperado e falado com seus pais, que, se possível, poderiam comprar um brinquedo igual.
Persistindo dúvidas de como agir, contem conosco, pois a escola é parceira nessa missão de ensinar valores e construir cidadãos conscientes de seus direitos e dos direitos dos outros.
Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Avôs e Avós

Conversando sobre Avôs e Avós

Quando seu filho faz alguma travessura e você o coloca de castigo, o que sua mãe costuma fazer?
a) Nada, pois ela respeita a minha autoridade e sabe que o castigo ajuda a criança a entender o que pode e o que não pode fazer. Mesmo que não concorde, sempre respeita o que decido em relação à educação de meu filho;
b) Minha mãe faz uma cara de tristeza que me parte o coração, olha para mim como se eu fosse a mãe mais malvada do mundo, e eu, que já estou com pena do meu filho, fico sempre em dúvida, achando que exagerei no castigo;
c) Ela olha para mim com raiva, diz que é besteira, que foi sem querer, que não precisa de castigo e tira meu filho de lá, sem me dar chance de reagir.

No dia a dia das famílias, cenas assim são muito comuns. Os avós participam ativamente da educação das crianças e nesse espaço é necessário construir uma convivência harmoniosa. Se pais e avós concordam sobre os princípios e diretrizes da educação das crianças, essa travessia ficará mais fácil. Se não, é preciso construir uma parceria com muito diálogo e respeito.

Certa vez ouvi uma avó dizer que “filho é bom, mas neto é melhor ainda!”. Outro dia, ouvi um avô dizer que “avô só serve para isso mesmo, estragar os netos!”. Bom, imagino que ser avô deve mesmo ser uma alegria tamanha, uma emoção diferente, um sentimento único de ver que seu filho se tornou pai.

Não se quer tirar o direito que os avós tem de “dengar” seus netos, encher de carinhos e presentes e permitir que façam certas travessuras. A casa de avó é mesmo um dos melhores lugares do mundo – e a comida da vovó nem se fala. No entanto, os avós não podem interferir na autoridade de seus filhos, devem sempre respeitar as ordens, regras e determinações, pois os pais são os responsáveis pela saúde e educação dos seus filhos.

Se, em relação aos limites, os avós devem ser parceiros, mais ainda se precisa da ajuda deles em relação ao desenvolvimento da autonomia das crianças. Mães, pais, avôs e avós devem ter em mente que cuidar bem de uma criança não significa fazer tudo por ela. Cuidar de uma criança, colaborando com sua autonomia, significa fazer por ela apenas o que ela ainda não tem capacidade para fazer, auxiliando e ensinando. Por exemplo, na hora do banho, se a criança já é capaz de lavar os cabelos ou passar sabonete no corpo, é importante permitir que ela o faça, para que aprenda a fazer melhor a cada banho. E não deixá-la imóvel, recebendo o banho e esperando sempre que um adulto faça por ela. Se a criança tem iniciativa nas ações do dia a dia, desde as ações de autocuidado até a resolução de problemas, certamente o processo de desenvolvimento e aprendizagem escolar será beneficiado.

Portanto, a partir de hoje, fica proibido aos vovôs e vovós tirar do castigo quem fez travessura e dar comida na boca a quem já sabe comer sozinho. Por outro lado, fica permitido muito carinho, afeto, cuidado, alegria, diversão, orientação e amor, porque a casa da vovó é muito legal!
Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Exemplos no Trânsito

Conversando sobre Exemplos no Trânsito

Ao dirigir pela cidade, com seu filho no carro, você já deve ter se deparado com situações difíceis ou perigosas. Com certeza, você já deve ter criticado o motorista ao lado, apontando falhas em seu modo de conduzir o veículo, colocando em risco a vida dele e das outras pessoas.

Ao conduzir o carro, com seu filho dentro, é necessário que você fique atento aos mínimos detalhes e que sempre sirva de exemplo, pois, assim como os filhos aprendem imitando os modelos dos pais, nossos alunos serão motoristas semelhantes a vocês, afinal eles sempre observam, acompanham o modo como vocês dirigem e aprendem com isso.

Nesse sentido, queríamos aproveitar esse Conversando sobre para pedir-lhes atenção e cuidado no trânsito, principalmente nas proximidades de nossa escola, ao vir deixar e buscar seu filho na aula. Em alguns momentos, percebemos buzinas desnecessárias, carros em fila dupla, engarrafamento, carros parados em local inapropriado, principalmente na faixa de pedestre, carros que impedem a saída de outros carros…

Queremos e contamos com a sua colaboração pelo bem-estar e pela segurança de nossas crianças. Também acreditamos na educação como instrumento capaz de formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar a vida. Essa educação deve estar baseada na prática de valores, habilidades e autoestima, em que a proteção à vida seja o valor primordial.

Então, senhores pais, sirvam de bons exemplos às nossas crianças, para que o motorista criticado, no início desse texto, não seja você. Sabemos que,se cada um fizer a sua parte, o nosso trânsito não vai mais ser sinônimo de medo, insegurança e aborrecimento.

 

Recomendações para conduzir criança no carro:

  • Usar travas bloqueando a abertura interna das portas traseiras;
  • Nunca carregar crianças no colo;
  • Nunca colocar mais de uma criança em um único cinto;
  • Os vidros traseiros devem estar abaixados (travados) apenas o suficiente para permitir a ventilação. Não permitir nunca que as crianças ponham as mãos, os braços ou a cabeça para fora;
  • Algumas crianças sofrem facilmente de enjôo, especialmente em caminhos que tem muitas curvas, portanto evitar alimentos de digestão difícil antes de sair;
  • Ter sempre biscoitos, frutas, água e sucos para oferecer às crianças quando viajar. Usar sempre embalagens plásticas, evitando vidros e metais;
  • Nunca dirigir com uma criança no colo. É um risco inconcebível;
  • Se estiver com crianças no carro, redobrar a atenção ao ser fechada a porta. Muitas vezes as crianças deixam os pés e as mãos do lado de fora, sofrendo acidentes;
  • Se for inevitável carregá-la no colo, (recém-nascido, por exemplo, quando os pais não se prepararam para a saída da maternidade), o adulto deverá ir no banco traseiro, usando cinto de três pontos e com o veículo trafegando em baixa velocidade. Fique ciente de que essa é uma situação insegura e somente utilizada quando, excepcionalmente, não temos o assento próprio;
  • Não usar cinto de adulto em crianças pequenas;
  • Adesivos no vidro traseiro, como “Bebê a bordo”, “Criança a bordo” podem ser usados e são úteis para informar aos outros o motivo da nossa cautela (ex: baixa velocidade), ajudando a diminuir eventuais atitudes agressivas de outros motoristas.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Temas Delicados

Conversando sobre Temas Delicados

Há alguns dias, uma mãe de um aluno da Educação Infantil procurou-me para solicitar orientações sobre como deveria comunicar ao seu filho a morte do animal de estimação da família. O cachorrinho havia ficado doente, passara alguns dias internado em um hospital veterinário e infelizmente não resistiu. Havia na criança e na família uma grande expectativa de que o animal recuperasse sua saúde, mas não foi o que aconteceu.

Como sabia o quanto era forte o vínculo da criança com seu animal de estimação, a mãe já imaginava o quanto seria dolorosa essa notícia e o oceano de perguntas que surgiria. Com seu afeto imensurável, a mãe temia não ter as explicações corretas para esse momento tão delicado e imaginava meios de amenizar a dor. Pensou em comprar outro animal de estimação, para dar de presente ao filho, assim que este recebesse a notícia. Dessa maneira, acreditava que a criança não sofreria tanto.

Coração de mãe pensa em tudo mesmo. Seria uma solução ótima não fosse o fato de que, mais cedo ou mais tarde, seu filho teria que sofrer a dor de uma perda. A morte de alguém querido, uma mudança de cidade, a viagem prolongada de um amigo, um processo de separação dos pais ou qualquer outra perda são acontecimentos comuns e fazem parte da vida de uma criança. Mesmo que queriamos, não podemos evitá-los. O importante nesses momentos é fornecer à criança o suporte necessário para entender o que aconteceu e aceitar os sentimentos de tristeza e medo que costumam surgir.
Nessas ocasiões é essencial explicar à criança o que aconteceu, usando uma linguagem clara e adequada para sua idade, respondendo a cada uma das suas perguntas. O uso de metáforas ou comparações ajuda bastante para que a criança possa compreender temas tão abstratos e delicados. E o mais importante, dar-lhe muito carinho e atenção, que são fundamentais.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Serviço de Psicologia Escolar.

 

Tarefas de Casa

Conversando sobre as Tarefas de Casa

Ensinar a tarefa de casa é um dos maiores exercícios de maternidade e paternidade; momento especial em que os pais estão dedicados ao objetivo de contribuir com a escola em sua proposta pedagógica; momento mágico em que se vê o quanto uma criança pode nos surpreender com observações, perguntas e comentários; momento desafiador em que se percebe o quanto aprender pode ser uma experiência divertida e enriquecedora.

Agora pare para pensar: Como é o seu jeito de ensinar a tarefa de casa? O que pode ser mudado? O que pode ser acrescentado? O que pode ser melhorado? O texto deste mês pretende conversar sobre algumas atitudes que podem ser úteis para que a tarefa de casa cumpra o seu real papel. A seguir, algumas idéias:

a) O Horário
Para que a criança se envolva com a tarefa de casa, é necessário que se respeite o seu melhor horário de concentração e desejo de aprender. Esse horário é bastante flexível e varia de acordo com o sono da criança e a rotina da família. Na hora de definir o horário para ensinar a tarefa, é importante que se leve em conta em primeiro lugar a criança, e não a adequação ao horário de trabalho dos pais.

b) O Lugar
Toda criança deve ter um lugar específico para realizar as tarefas de casa e estudar. Deve ser um lugar com boa iluminação e temperatura adequada. Deve também ter o mínimo de barulho ou estímulos externos. Importante que nesse local esteja disponível para a criança tudo o que ela vai precisar para fazer a tarefa, como cola, tesoura, coleção, jornais e revistas. Na hora das tarefas, é fundamental desligar a televisão, pois ela costuma prejudicar o potencial de atenção e concentração.

c) A Pessoa que Ensina
Algumas habilidades são essenciais para a pessoa que ensina as tarefas de casa, como a paciência e a capacidade de incentivar a aprendizagem e a descoberta. Pai, mãe, babá, irmãos mais velhos ou avós devem ter em mente que precisam ficar atentos, pois a maneira como ensinam as tarefas repercute na maneira como as crianças aprendem e vivenciam o seu desenvolvimento. A auto-estima de uma criança pode ser influenciada pelos adjetivos que recebe ao fazer as suas tarefas.

d) A Valorização da Tarefa
É muito importante que a tarefa de casa, o ato de aprender, a escola, a professora, os colegas e tudo o que se refere ao universo escolar seja bastante valorizado. A tarefa deve ser vista como um momento de prazer e crescimento e não como um castigo.

e) Os Desdobramentos da Tarefa
Às vezes, a tarefa acaba e a criança quer continuar desenhando, pintando, contando histórias, reconhecendo letras e sílabas e isso é muito bom. Então, sempre que possível, a pessoa que ensina pode fazer com que a tarefa tenha desdobramentos além do esperado.

f) Os Erros e o Grau de Exigência dos Pais
O erro é parte importante do processo de aprendizagem. Saber lidar com os pequenos erros da criança faz com que ela acredite poder superar obstáculos e vencer o desafio de aprender a ler e a escrever. Fiquem atentos ao grau de exigência em relação à qualidade das respostas da criança. Lembrem sempre que aprender é um processo e não um momento específico que a cada dia a criança vai aprender um pouco mais.

Se ainda houver dúvidas sobre como ensinar as tarefas de casa, marque um horário com a professora, com o Serviço de Psicologia ou com a Coordenação Pedagógica. Estaremos à disposição para esclarece-las e compartilhar experiências.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Serviço de Psicologia Escolar.

 

Gripes e Resfriados

Conversando sobre Gripes e Resfriados

Segundo determinação do Ministério da Saúde, a suspensão da volta às aulas é uma possibilidade que depende da análise dos governos estadual e municipal de cada região. No nosso estado e em nossa cidade, em virtude do baixo número de casos de gripes, em especial da gripe causada pelo vírus da Influenza A HINI, não existe, até o momento, nenhuma orientação que impeça o retorno às aulas.

Mesmo que em nossa cidade não exista a indicação de suspensão das aulas, a orientação do Ministério da Saúde é que as crianças com sintomas de gripe não devem ir à escola. Então se seu filho estiver com febre acima de 38º somada a outros sintomas de gripe, procure orientação junto ao pediatra e evite o retorno nesses primeiros dias.

Nesse momento, pedimos aos pais de nossos alunos que estejam atentos á dois pontos importantes. É fundamental seguir a recomendação do Ministério da Saúde e evitar que crianças muito gripadas freqüentem as aulas, pensando tanto na saúde do seu filho como na saúde dos outros alunos da escola, evitando possíveis contaminações. No entanto, também é importante ficarmos atentos aos possíveis exageros, evitando que a criança falte às aulas desnecessariamente. Cada aula é um momento de aprendizagem único e singular e cada aprendizagem é uma etapa importante na espiral do conhecimento a ser construído pelo aluno.

Compartilhamos com nossos pais, essa preocupação com essa “nova” gripe e informamos também que nossa equipe pedagógica está sendo orientada para observar sintomas de gripe, aumentar a atenção em relação a objetos de uso pessoal de cada criança e realizar, constantemente, procedimentos de higiene das mãos das crianças. Tais medidas já eram adotadas por nossas professoras e auxiliares de forma sistemática. No entanto, a partir de agora teremos uma atenção maior e um cuidado bem especial para evitar a propagação dessa gripe, pensando na saúde e segurança de nossos alunos.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Palmada

Conversando sobre Palmada

Certa vez, durante a leitura de uma revista de circulação nacional, deparei-me com uma campanha publicitária no mínimo original. A campanha apresentava-se em duas folhas. A primeira delas continha uma imagem de uma criança sorrindo e uma pergunta provocadora que dizia: “O QUE VOCÊ FARIA SE ALGUÉM BATESSE NO SEU FILHO?”. Naturalmente, o pensamento do leitor seria de revolta e indignação e geraria reflexões apaixonadas diante do instinto dos pais de defesa de seus filhos.

No entanto, a segunda parte da campanha apresentava a mesma imagem da criança, mas com outra frase, igualmente provocadora, que questionava: “E SE ESSE ALGUÉM FOSSE VOCÊ?”. O objetivo da campanha era fazer os pais pensarem no seu suposto “direito” de bater em seus filhos, sendo surpreendidos com a visão de que nem mesmo os pais deveriam ter o “direito” de bater neles.

A campanha aconteceu há alguns anos e foi apresentada aqui para provocar uma reflexão acerca do uso da palmada e de castigos físicos no processo de educação das crianças. Esse debate reacendeu pela recente proposta de modificação da legislação acerca do tema, em que ficaria vedado aos pais usar castigos corporais de qualquer tipo na educação dos filhos. A nova lei ainda precisa ser aprovada, mas já provoca um debate importante.

A autoridade dos pais é essencial para o processo de crescimento e desenvolvimento saudável de uma criança. Os pais precisam ter a convicção de sua responsabilidade no papel educativo e da necessidade de construção do respeito à autoridade paterna. Educar filhos não é tarefa fácil. Nesse desafio, a paciência e a persistência são habilidades fundamentais. Criar regras é diferente de impor as vontades dos pais, e a resistência dos filhos fica menor quando percebem que as leis que regem os direitos e deveres em casa são regulares, constantes e lógicas. Essas leis não podem ser arbitrárias, como resultados de mudanças de humor e nível de estresse dos pais.

Temos, assim, um tema longo e um espaço pequeno para reflexão. Neste texto, queremos apenas compartilhar o debate e incentivar a prática da educação sem o uso de castigos físicos. Acreditando que é possível educar sem bater, deixamos uma história para que cada pai e cada mãe construam sua opinião acerca do assunto.

Na casa de um pequeno rapaz, com quatro anos de idade, todos os dias havia uma pequena dificuldade na hora de realizar as tarefas escolares. A mãe e o pai sempre prometiam uma “pisa” caso o filho “não fizesse direitinho o dever de casa” e todas as noites tinha uma palmada no bumbum, muito choro e estresse dos pais. Percebendo que a palmada não estava resolvendo e que estava inclusive prejudicando o relacionamento interpessoal da criança na escola, pois ela começara a bater nos colegas para resolver as disputas de brinquedo, os pais resolveram mudar de tática. Avisaram ao filho que, se não fizesse a tarefa como devia, cumprindo seu dever, não poderia assistir ao seu desenho animado favorito, perdendo um direito. Como de costume, a criança resistiu na hora da tarefa e, quando o pai chegou em casa, o castigo iria ser dado, conforme prometido. Já quase chegando a hora de começar o Pica-pau, o filho vai até a porta do quarto dos pais e muito agitado, implora: “pai, bate logo no meu bumbum, mas, por favor, deixa eu assistir ao Pica-pau”.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Hora da Alimentação

Conversando sobre a hora da alimentação

Na maioria das casas, a cena se repete todo dia. Pais, mães, babás, avós e padrinhos correndo atrás das crianças para que comam só mais uma colherada. A hora da alimentação, que deveria ser um momento tranquilo e gostoso, muitas vezes se torna um desafio para as famílias. Em algumas situações, a criança termina de comer chorando e os pais ficam chateados, tendo que ameaçar castigos ou fazer chantagens com presentes, passeios ou sobremesas.

Certa vez, assistindo à entrevista de uma pediatra, ouvi-a esta afirmar que nenhuma criança fica com fome tendo comida ao seu alcance. Fácil falar, difícil aplicar no dia-a-dia. Toda mãe sempre quer que seu filho coma mais um pouquinho e fica muito preocupada quando a babá faz o relatório e diz que ele quase não comeu. Diante dessa realidade, vamos a algumas ideias que podem fazer a diferença.

Em primeiro lugar, é essencial que os pais tenham um bom diálogo com o pediatra de seu filho. Quando os pais ficam cientes das necessidades nutricionais e das expectativas alimentares de cada faixa etária, fica mais simples esse cotidiano. Importante observar também quando a criança atingiu a saciedade, estando satisfeita e não querendo mais comer naquele momento. As estatísticas comprovam que a obesidade infantil não é uma realidade distante de nossas crianças e que muitos pais não sabem a real necessidade alimentar de seus filhos, querendo sempre que comam mais que o necessário.

Outro ponto importante é que os pais precisam saber diferenciar as estratégias que as crianças usam para conseguir o que querem. Uma coisa é a criança estar satisfeita e não querer mais comer o saudável almoço, constituído por arroz, feijão, carne, macarrão e salada.
Outra coisa é a criança comer uma colherada e recusar o almoço, porque sabe que a babá vai trazer o “leitinho” mais tarde, docinho e morninho, como toda criança prefere. Para evitar que a criança use essas estratégias, a rotina alimentar é fundamental, pois a criança espera e prevê o que irá comer em cada hora do dia. O mais difícil nesse processo é não ceder aos apelos da criança, assim ela aprende que não vai adiantar chorar ou fugir da comida, porque sabe que cada alimento tem a sua hora.

As pessoas responsáveis pela alimentação da criança devem entender que a hora da alimentação não deve ser um momento de tensão, e sim uma hora alegre do dia. Demonstrar preocupação exagerada leva a criança a entender que pode chamar a atenção dos adultos e, sem perceber, ela pode transformar a hora de comer em um jogo de esconde-esconde pela casa.

Nessas horas, o exemplo dos adultos é fundamental. Não adianta dizer que a criança tem que comer frutas e verduras se as pessoas com quem ela convive não o fazem. Ajuda bastante falar que tem que comer para crescer e para ficar forte, mas, se não se tem o modelo, fica mais difícil convencer os pequenos.

A escola também tem um papel importante nessa aprendizagem. Contamos sempre histórias sobre os alimentos e enfatizamos os exemplos dos colegas que se alimentam bem. Na hora do lanche, as professoras elogiam e reconhecem quando o aluno se alimenta bem ou apresenta um lanche saudável. Além do Projeto de Alimentação Saudável – restringindo o acesso a refrigerantes, doces e frituras – temos também o Dia da Fruta e outras iniciativas para colaborar com os pais nessa missão de construir bons hábitos alimentares, missão essa que envolve muita paciência e carinho, mas que é sinônimo de saúde e energia.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Ajudar

Conversando sobre Ajudar

“Para mim, a coisa mais difícil de ser mãe é perceber o limite em que ajudar atrapalha”. Essa frase foi extraída do texto “Lágrimas com pontos e vírgulas” escrito por Denise Fraga, que assina a coluna Travessuras de Mãe na Revista Crescer, publicado em fevereiro deste ano. A reflexão presente neste texto, resumida por esta frase, foi escolhida para ilustrar o texto deste mês por sua importância e singularidade.

Realmente, é complicado perceber o momento em que ajudar pode atrapalhar. Como ajudar uma criança pode prejudicar o seu desenvolvimento? Fica difícil concordar com este pensamento, já que, desde o nascimento da criança, nós sabemos que esta não sobreviveria sem a ajuda de outras pessoas. O cuidado, a atenção e o atendimento das necessidades do bebê mostram aos pais que essa ajuda é fundamental, imprescindível. Afinal, qual bebê iria sobreviver sem um adulto por perto para garantir-lhe comida, conforto e afeto?

Engraçado perceber que, nos primeiros meses, a habilidade mais importante dos pais é reconhecer os tipos de choro e seus significados. O choro de fome, o choro de sono, o choro de cólica… São melodias que fortalecem a comunicação entre pais e filhos.

Seguindo essa caminhada, é natural que pais e mães acreditem que devem adivinhar os desejos e pensamentos de seus filhos e atendê-los o quanto antes. Doce engano. Esse é o grande segredo do desenvolvimento humano. à medida que o bebê vai se transformando em uma criança, ele vai se apropriando do mundo ao seu redor e constrói maneiras de comunicar-se. Dessa maneira, a necessidade de intervenção dos pais diminui progressivamente e a criança começa a conquistar sua autonomia e independência.

Daí vem a mudança de concepção. Ajudar, ensinar e orientar são atitudes essenciais para que a criança aprenda a viver no mundo. Então, a grande arte de ser pai e mãe é: ajudar apenas naquelas situações em que a criança realmente precisa… e apenas observar em todas as outras em que ela já sabe fazer sozinha. Difícil se transformar em um simples observador se antes éramos os principais atores da condução do desenvolvimento de nossos filhos. Difícil sim, porém necessário. Boa sorte nessa caminhada.

Contem com o Colégio Lerote para dividir alegrias e preocupações. Contem conosco para perceber o exato momento em que ajudar demais pode atrapalhar!

Férias e Lazer

As férias de verão podem se transformar em um incômodo se não forem tomados cuidados simples com a saúde. Alguns problemas são típicos dessa época, seja por causa do calor ou por excessos motivados justamente pela descontração das férias.

É possível tomar alguns cuidados para proveitar o período de férias e não deixar que esses inconvenientes acabem com os seus dias de descanso.

Problemas mais comuns nas férias de verão:

  • Conjuntivite: Inflamação da camada que reveste os olhos, provocada por água suja de praias e piscinas. Também pode ocorrer alergias ao cloro utilizado em piscinas.
  • Vômitos e Diarréia: Comum em casos de infecções causadas por microorganismos patológicos presentes em alimentos mal conservados ou preparados.
  • Hepatite A: forma mais comum de hepatite, doença do fígado causada por um vírus presente em água imprópria de praias ou piscinas.
  • Herpes: Manifestação de um vírus, estimulado pelo excesso de Sol, numa determinada região do corpo (boca, olhos ou outras áreas.)
  • Queimaduras: Pele queimada pelo excesso de exposição ao Sol sem proteção adequada. A vermelhidão e o ardor permanecem até que a pele esteja prestes a descamar.
  • Insolação: Mal estar corporal intenso, gerado pelo excesso de Sol, pode provocar febre e vômitos.
  • Dores musculares: Podem ser muito intensas nas pessoas sedentárias que resolvem se exercitar em excesso quando chegam as férias.
  • Enjôo em Viagens: Chamada Cinetose, o enjôo é causado pelo movimento de balanço, causando náuseas intensas e vômitos, ocorre em aviões, carro, ônibus, passeios de barco.

Como prevenir esses incômodos?

  • Hábitos de higiene: Lave bem as mãos antes de comer e sempre depois de usar o banheiro.
  • Pessoas que têm facilidade de ficar enjoadas não devem viajar de barriga cheia. É aconselhável tomar um antinauseoso para inibir o enjôo.
  • Após o banho de mar ou piscina, tomar uma breve chuveirada para limpar o corpo e os olhos de possíveis causadores de doenças.
  • Faça atividades físicas leves e descontraídas, procure não se exercitar em demasia se você estiver fora de forma, vá aos poucos. Dê preferência a longas caminhadas com pausas para descanso e para beber água.
  • Fique atento aos alimentos consumidos, à sua aparência e principalmente ao cheiro dos frutos do mar. O cheiro muito forte pode indicar que eles não estejam muito frescos.

Cuidados a serem tomados:

  • Em casos de vômitos e diarréias, procure hidratar-se bem com água natural, água de côco ou chás.
  • Se houver sinais de hepatite, como urina escura, febre, náuseas, vômitos e pele amarelada, procure um médico para um diagnóstico adequado. Nesses casos o repouso em casa é importante.
  • Para quem tiver conjuntives, o indicado é fazer compressas com água gelada filtrada. Evite a automedicação, pois muito colírios podem piorar a situação.
  • Cuidados com o Sol são básicos:  É indicado o uso de óculos escuros e protetores solar com fator mínimo de proteção número; Toda vez que se molhar ou depois de suar demais reponha o protetor solar.

O Sono das Crianças

Conversando sobre o sono das crianças

Toda noite é sempre a mesma coisa. No meio da madrugada, passinhos silenciosos vêm surgindo pelo corredor, a porta se abre, alguém sobe na cama e, em poucos segundos, estamos todos lá: papai, mamãe e filhinhos, dividindo o mesmo espaço. O mesmo quarto e a mesma cama. Depois de um dia de trabalho, muitas vezes cansativo e agitado, o que mais os pais querem é dormir, descansar. Então, não tem problema se nosso filho, tão pequeno e carinhoso, dormir conosco só essa noite. Existe algum problema?

A princípio, não existe nenhum. Uma única noite não vai atrapalhar a vida conjugal e a intimidade entre os pais. Mas como fazer para que essa única noite não se transforme em cotidiano? Como fazer para que essa única vez não vire toda vez?

Algumas atitudes e rituais práticos podem facilitar o processo para que pais e filhos entendam qual é seu lugar, seu espaço dentro da casa e da família. Durante o crescimento e desenvolvimento infantil, as crianças vão construindo a sua personalidade, passam a constituir sua identidade e a diferenciar-se dos demais membros da família. Nesse sentido, para que os filhos possam entender que têm sua individualidade, torna-se essencial passar a eles a noção de que têm seu próprio espaço – seu quarto – e seus materiais de uso pessoal – sua cama, seus lençóis, suas roupas e seus brinquedos.

Além da construção da identidade infantil, estimular os filhos a dormirem em seu próprio quarto também promove o desenvolvimento da autonomia e do desejo de ser independente, tão importantes para a aprendizagem das crianças. Dessa forma, a criança vai percebendo que está crescendo e se desenvolvendo.

É muito comum a ocorrência de pesadelos e sonhos com monstros e pessoas perigosas. Quando acontecer, devemos conversar com a criança, explicar o que são os sonhos e incentivá-la a que, mesmo estando ainda com um pouco de medo, procure permanecer e dormir em seu quarto. Tal atitude servirá como lição e aprendizagem de que a criança pode aprender a superar seus medos e vencer os desafios que a vida coloca.

Sempre que a criança adormecer no quarto dos pais ou procurar a cama dos mesmos no meio da noite, os pais devem conduzi-la ao seu quarto novamente, tantas vezes quantas forem necessárias, até que a criança perceba que não adiantará tentar, pois o seu cantinho é no seu quarto. Nesse processo, muita paciência e bom humor ajudam bastante, pois a tarefa de fazer com que os filhos durmam em suas camas não é tão simples e rápida. Leva tempo até que as crianças adquiram esse novo hábito, tão importante para o desenvolvimento delas.

Caso precise de orientações, o Serviço de Psicologia estará à disposição para conversar sobre esse tema e pensarmos juntos em idéias e estratégias.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Nascimento de um Irmãozinho

Conversando sobre o Nascimento de um Irmãozinho

A vida é repleta de desafios. Às vezes, deparamo-nos com coisas boas e, por incrível que pareça, não sabemos lidar com essa situação. Tomemos como exemplo o nascimento do segundo filho. Para pais, avós, tios e tias, a chegada de um novo bebê é sempre motivo de alegria e contentamento. Mas para o filho que já estava presente, ganhar um irmão não é tão simples e fácil.

Muitas crianças experimentam sentimentos de dúvida e ansiedade com a gravidez de sua mãe. De repente, a mamãe fica com sono, faz muitas visitas ao médico e tem que ficar mais tempo repousando, sem poder sentar no chão e brincar até não poder mais. Em outra ocasião, é a vovó que chega com presentes para o bebê, somente para o bebê. O meu berço, tão querido, vai ser dado a outra pessoa que ainda nem conheço e que vai dividir também o quarto, o banheiro e outras coisas que antes eram só minhas. E eu vou ter que ver minha mãe e meu pai, que antes eram só meus, tendo que acalentar, amamentar e cuidar de outra pessoa. E, por fim, as visitas que antes vinham brincar comigo, agora vêm ver o bebê, cuidar dele e trazer muitos presentes. E eu sempre escuto todo mundo dizer: “Então, agora você ganhou um irmãozinho, vai ter que ajudar sua mãe a cuidar dele, a trocar a fralda e a protegê-lo”. Realmente, ganhar um irmãozinho não é tão simples quanto parece.

Então, nesse cenário, é natural que a criança fique mais sensível, que volte a fazer coisas que não fazia mais (como tomar mamadeira, chupar o dedo ou fazer xixi na cama) e que tenha atitudes para chamar a atenção dos pais e de outras pessoas.

Nesse momento, duas habilidades dos pais serão fundamentais: sensibilidade e paciência.

A sensibilidade é importante para perceber em quais momentos a criança está tentando obter carinho e a confirmação de que, mesmo com mais um membro na família, seu lugar continua o mesmo. É fundamental perceber que, quando a criança quer abrir os presentes do irmãozinho ou ajudar nos cuidados com o recém-nascido, ela está tentando fazer parte e ajudar a família. Se possível, podemos e devemos envolver o irmão mais velho nas mudanças que vão acontecer com a chegada do bebê. Explicar o crescimento do bebê, mostrar fotos de quando a criança ainda era bebê e como ela cresceu e mostrar que o mesmo vai acontecer com o irmão que vai nascer, planejar as mudanças físicas no quarto das crianças, comprar o enxoval, apresentar o bebê para as outras pessoas da família, enfim, envolver a criança no processo de chegada de seu irmãozinho ajuda bastante.

E a paciência, não menos importante, é fundamental para que se possa lidar com possíveis e prováveis ataques de birra ou de choro. Não se preocupem, pois faz parte e com o tempo, esses episódios vão diminuindo. A paciência é importante para que a gente possa se colocar no lugar da criança e entender que ganhar um irmãozinho não é tão simples quanto todo mundo diz.

Mentiras e Crianças

Conversando sobre Mentiras e Crianças

Criança mente? Sim ou não? Você já mentiu alguma vez quando era criança? Você já presenciou alguma mentirinha de criança? Era uma mentira boba ou era sobre um fato importante? Se toda criança mente, e seu filho é uma criança… o seu filho mente?

Todo pai e toda mãe já se deparou alguma vez com essas perguntas. Certamente também já ficou sem saber o que fazer diante de uma mentira de seu filho. Devo fazer de conta que não percebi ou devo confrontá-lo, mostrar-lhe a verdade e aplicar um castigo? Meu filho está com algum problema ou isso é comum na idade em que ele está? O que fazer?

Saibam, queridos pais, que criança mente sim. É tão comum, é tão natural que podem até ser considerados “coisa de criança” aqueles comportamentos e atitudes tão presentes na fase infantil.

Às vezes, são mentiras inocentes e sem a intenção de prejudicar ou esconder a realidade. Muitas dessas mentiras são frutos da dificuldade que a criança tem em diferenciar a realidade da fantasia, do mundo da imaginação. Mentiras essas que ajudamos a construir sem perceber, como quando contamos histórias. Ora, se nós nos sentamos na cama e falamos sobre reino encantando, branca de neve e sete anões, porque a criança não poderia inventar que viu algo diferente e especial? Até os sete anos, a criança ainda tem momentos em que pode confundir o que é real com o que é imaginação. A partir dessa idade, devemos ficar atentos, pois a criança já deve ter a capacidade crítica de fazer essa diferenciação.

Outra mentira comum é aquela em que a criança oculta a verdade, ou parte dela, para não ser punida ou para receber uma recompensa. Quando combinamos que o passeio só acontecerá depois de terminada tarefa de casa, é possível que a criança diga que fez sem ter feito, tamanha é a vontade de realizar esse desejo. Nesses casos, precisamos ficar em alerta, pois a mentira tem um objetivo específico. Fazer a criança ficar sem o passeio é uma forma de castigo; mas, para que possamos colaborar com o desenvolvimento da autonomia da criança, apenas o castigo não é o suficiente. Precisamos sentar e conversar com a criança, mostrar-lhe que a mentira não é boa, explicar que existem outras maneiras de resolver os desafios que encontramos na vida e que a confiança é um valor fundamental. Se possível, podemos deixar a criança por um tempo pensando no que fez, identificando seus erros e propondo maneiras de fazer diferente; dessa vez, do jeito certo, verdadeiro e justo.

E o mais importante de tudo é ter sempre o cuidado de não mentir na frente das crianças nem para as crianças. Os pais e os adultos que convivem com elas são os maiores modelos, e seus comportamentos e atitudes certamente serão imitados. Sabemos que, às vezes, algumas mentirinhas são necessárias, como dizer que a criança gostou muito do presente para não desagradar a sua madrinha. Mas tenha cuidado, porque criança observa tudo e, se você ensinou a ela que é feio mentir, uma situação delicada pode surgir. Coisa de criança, fazer o que, não é?

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Leitura

Conversando sobre a Leitura

Estimule a Leitura

Além da habilidade na expressão oral, é fundamental aprender a gostar de ler para ter sucesso nos estudos. A leitura é a chave de ouro da aprendizagem durante toda a vida, além de ajudar no desenvolvimento da criatividade. Toda leitura é fonte de conhecimento, e uma das coisas que os pais podem fazer é criar o hábito desde a mais tenra idade. Ler amplia o vocabulário, ajuda a ter uma boa expressão oral e escrita, ensina o uso do português correto, estimula a imaginação e fornece informações novas que ampliam o horizonte do conhecimento.

Comece Cedo

Para criar o hábito da leitura, é melhor começar desde bebê, lendo em voz alta. A criança aprenderá a escutar e se acostumará com o som das palavras. Mesmo não entendendo a história, gostará da atenção que recebe, estabelecendo um vínculo de carinho e associando para sempre a leitura a uma atividade prazerosa. Com o tempo, irá descobrindo o sentido das histórias.

Leia com seu Filho

Enquanto ele ainda é pequeno, leia para ele, mas com expressividade e tornando a leitura o mais interessante possível. Se puder, interprete os personagens e faça gestos e sons.

Dê Livros de Presente

Dar livros de presente em datas especiais também é uma forma de valorizar a leitura. Comece com livros de pano e vá substituindo-os pelos de papel, coloridos e com grandes ilustrações. Mostre as ilustrações e repita o nome de cada uma.

Novos ou Usados

Os livros não precisam ser novos ou caros e podem ser emprestados de bibliotecas. Estimule seu filho a formar sua própria biblioteca e a trocar livros e revistas com os colegas de escola. Leve-o a livrarias e feiras de livros e deixe-o fazer suas próprias escolhas. Nas feiras sempre há lançamentos e os autores dão autógrafos, além de numerosas outras atividades especiais que todas as crianças apreciam.

Histórias em Quadrinhos

Muitos pais proíbem ou dificultam a leitura de revistas de histórias em quadrinhos, mas elas também são muito importantes para a formação do hábito da leitura. O conteúdo dos gibis também traz informações, além de estimular a imaginação. Se a criança não gosta ou não tem o hábito de ler, essa é uma boa forma de começar. Se puder, faça uma assinatura em nome dela. Além de facilitar o hábito, ela se sentirá valorizada. A maioria das bibliotecas infantis conta com gibitecas.

Outras Leituras

Poemas curtos, principalmente com rimas, adivinhações, trava-língua, palavras cruzadas, jogos e exercícios de linguagem escrita ou ilustrações não servem apenas como passatempo, mas contribuem para o desenvolvimento do raciocínio e da expressão verbal. Habitue seu filho também desde cedo com jornais, mesmo que leia apenas as manchetes. Compre um jornal que tenha suplemento infantil.

Descobrindo as Bibliotecas

As bibliotecas são lugares de aprendizagem e descobertas e estimular seu filho a freqüenta-las desde pequeno é uma grande ajuda que você pode dar a ele. Associe-se e, se for possível, faça uma carteirinha para que seu filho possa retirar livros sozinho. Isso fará com que seu filho dê maior importância à leitura.

Atividades Culturais

Centros culturais e bibliotecas costumam ter atividades especiais para crianças, como oficinas de arte, leitura, teatro, jogos, brinquedoteca, filmes e muitas outras. Mesmo as atividades que parecem ser apenas brincadeiras fornecem informações novas, as quais se refletem positivamente nos estudos.

Dicionário

Mantenha sempre um dicionário à mão e estimule a criança a consultá-lo sempre que encontrar uma palavra desconhecida nas suas leituras. Compre um dicionário de fácil consulta e manuseio, adequado à idade.

TEXTO 06: ESTIMULE A LEITURA, extraído do Livro Como ajudar seu filho na escola publicado pela Editora Melhoramentos.

Férias

Conversando sobre férias

Nossas Crianças Podem Organizar suas Férias?

Naturalmente, não devemos esquecer que férias são férias e crianças são crianças. Nossa atuação junto a elas será no sentido de desfazer aquela antiga idéia de que férias representam “fuga dos estudos” e de que só se pode aprender dentro de uma sala de aula. Mas sem perdermos, com isso, a consciência de que esse é um período de despreocupada recreação, de alegre liberdade, período em que se pode e deve atender à necessidade que as crianças têm de se sentirem “soltas”, à vontade para se distrair, correr, pular, jogar o quanto quiserem.

Assim, todas as atividades propostas deverão partir daquilo que interessa à criança, bem como de sua maturidade socioemocional, seu nível de adiantamento e recursos físicos e materiais de que dispõe. Deixamos, pois, ao bom senso dos pais e cuidadores, a utilização das sugestões apresentadas a seguir.

1. Ler um livro diferente, há muito desejado, mas que requeria mais tempo e atenção do que era possível dispor durante o ano letivo. Extrair dessa leitura todas as novas idéias e pensar bastante até chegar a uma conclusão, a uma interpretação pessoal. Depois desse, outro livro será desejado, depois outro e outro mais.

2. Fazer um aquário, um terrário, um viveiro, um pombal ou apenas uma pequena piscina onde passarinhos possam tomar banho e beber água.

3. Ouvir uma música apreciada, indo à casa de alguém que a saiba executar ou que possua a gravação ou, mesmo, pedindo ao encarregado de uma loja de discos que a faça tocar.

4. Pescar, observando os regulamentos que visam proteger e preservar nossos peixes.

5. Proceder ao reconhecimento dos lugares originais ou históricos da localidade, bem como aos estabelecimentos públicos antigos ou novos.

6. Coletar mapas, folhetos, gravuras da localidade ou dos lugares que visitar.

7. Coletar, improvisar, criando jogos, adivinhações, charadas, enigmas e palavras cruzadas para brincar durante a viagem ou em casa, nos dias chuvosos.

8. Ilustrar histórias, contos, anedotas, fábulas.

9. Escalar um morro, uma pedreira e admirar o panorama.

10. Acampar com uma turma organizada, fazendo piqueniques e pequenas expedições.

11. Olhar as estrelas, com uma luneta ou a olho nu, tentando distinguir as diversas constelações e observando, ainda, as fases da Lua.

12. Desenhar ou pintar locais pitorescos da cidade, animais, passarinhos, insetos, com seus ninhos ou abrigos, árvores diferentes, um colorido pôr-do-sol, um bonito amanhecer, uma estranha paisagem.

13. Recolher preciosidades do mar, tais como conchas, pequenos animais marinhos, amostras de corais, punhados de areia ou de cascalho.

14. Organizar um álbum com anotações, desenhos, fotografias das plantas, dos animais e de coisas diferentes encontradas nos lugares visitados.

15. Relatar a viagem e os episódios engraçados ou originais acontecidos durante as férias, numa espécie de diário.

16. Aproveitar o tempo disponível para visitar as lojas, os bazares e as demais casas comerciais da localidade.

17. Tirar fotografias ou desenhar os diversos tipos de nuvens, de ondas do mar, de pontes, de estradas, principiando a organização de um arquivo especial.

18. Fotografar, desenhar ou apenas escrever sobre os diferentes tipos humanos encontrados durante a viagem, sejam trabalhadores das estradas, motoristas de caminhão, agricultores ou pedreiros.

19. Visitar serrarias, serralherias, aeroportos, cais dos portos, rodoviárias, sítios e fazendas, exposições agropecuárias, orquidários, zoológicos, fábricas, reservatórios, represas, etc., fotografando, desenhando ou apenas anotando as observações feitas em um caderno especialmente destinado para isso.

20. Fazer mapas simplificados de praças, parques, mercados, feiras.

21. Praticar esportes, aprender a nadar, a pescar, a remar, a andar de bicicleta, a fazer ginástica ou apenas permanecer na assistência, torcendo.

Em suma, diríamos que nossas crianças poderão aproveitar suas férias, seja qual for o lugar em que as passem, para crescer em disponibilidade, para despertar a alma e a mente ao canto mágico da aventura do cotidiano, para responder com alegria e criatividade às solicitações constantes do mundo que integram, para desabrochar, em vibrante realização e vivacidade, o extraordinário encantamento que reveste a capacidade de fazer.

TEXTO 05: “Em férias também se aprende”, adaptação da Revista Construir Notícias nº 25, referente aos meses de Novembro e Dezembro de 2005, disponível no site www.construirnoticias.com.br

Diálogo

Conversando sobre Diálogo

Fale com seu Filho

Saber se expressar verbalmente e escutar corretamente são habilidades que têm um papel muito importante no sucesso escolar. As crianças pequenas aprendem o domínio da linguagem por meio de conversas que ouvem dos pais e adultos e da forma como participam dessas conversas. Se a criança não escutar as conversas e não for estimulada a responder e a participar, terá maior dificuldade para aprender a ler, prestar atenção no professor e participar ativamente na sala de aula.

O que fazer?

1. Dialogar tem significado diferente de falar com a criança. Dê tempo para ela responder. Aja como em um jogo de tênis, mas em lugar de bola, usa as palavras: um fala e o outro responde.
2. Quando a criança falar com você, para o que estiver fazendo, dê-lhe atenção e olhe-a nos olhos para demonstrar que você se interessa pelo que ela fala.
3. Ao fazer compras, converse com seu filho sobre os preços, peça para comparar preços e pesos dos produtos, ensine-o a escolher as melhores frutas e verduras e a procurar determinados produtos sozinho.
4. Veja TV junto com seu filho e fale sobre os programas a que assistem. Peça opinião sobre o que ele gosta ou não, faça-o descrever as características de seus personagens favoritos e identificar os atores.
5. Ao fazer uma tarefa doméstica, mais importante do que obrigar seu filho a ajudar é falar com ele sobre o que está fazendo, pedir sugestões e dar pequenas tarefas para que ele desenvolva sozinho.
6. Ao ler um livro com seu filho, faça pausas e comente o que está lendo, estimule-o a falar sobre o tema, relacione a fatos vividos por ele ou pela família. Destaque as palavras novas e explique o seu significado.

TEXTO 03: FALE COM SEU FILHO, extraído do Livro Como ajudar seu filho na escola publicado pela Editora Melhoramentos.

Dia das Crianças

Conversando sobre dia das crianças
Estudos em Psicologia do Desenvolvimento afirmam que a personalidade infantil é fruto da interação entre fatores genéticos e fatores ambientais. Mas o que isso quer dizer? Significa que o comportamento, as atitudes, os valores e as características de uma criança são o resultado da mistura da herança genética com as características do ambiente onde essa criança cresce e se desenvolve.

Pensando dessa maneira, as pessoas que fazem o Colégio Lerote chegaram a seguinte conclusão: vocês, pais, só podem ser pessoas sensacionais! Isso porque nossos alunos, seus filhos, são crianças maravilhosas.

Nossos alunos, seus filhos, traduzem exatamente a infância, a alegria de ser criança, o prazer de aprender, a curiosidade em conhecer e explorar o mundo, o encantamento com a descoberta e a magia da brincadeira.

Nossos alunos, seus filhos, são crianças que demonstram a cada dia, em pequenas ações, o amor ao próximo e a solidariedade; generosidade que acontece quando, por exemplo, emprestam a coleção para o colega que esqueceu ou quando dividem o brinquedo novo.

Nossos alunos, seus filhos, acreditam em um mundo melhor e são conscientes de seu papel como cidadãos na missão de cuidar de nosso planeta. São mestres na arte de emocionar suas professoras, ao chegarem com sua alegria contagiante, seu abraço afetuoso e um sonoro “Bom dia, professora!”.

Nossos alunos, seus filhos, fazem com que nosso trabalho e nossa dedicação sejam cada dia maiores, pois é muito bom conviver com crianças assim e participar de seu crescimento e desenvolvimento.

Definitivamente, vocês, pais e mães dos nossos alunos do Colégio Lerote, só podem ser mesmo pessoas geniais. Parabéns pelo carinho e pela dedicação! Parabéns por seus filhos, nossos alunos!

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!

Mães do Milênio

Conversando sobre as Mães do Milênio

Arte, talento, habilidade, perspicácia, instinto… Desafio, alegria, conquista, plenitude… Amor, atenção, zelo, dedicação, devoção… Medos, preocupações, receios… Tudo isso e muito mais!

Ser mãe não é mesmo para qualquer uma, tem que ter coragem para assumir a missão de ser referência para alguém que está crescendo, construindo a sua personalidade. É saber que suas ações, emoções e pensamentos serão a base da formação de uma pessoa, que se ama mais do que qualquer coisa no mundo.

Ás vezes, a sensação é de medo e os questionamentos começam a surgir… Será que eu estou sendo uma boa mãe? Será que eu fui muito dura com meu filho? Será que eu estou perdendo o controle, não estou conseguindo colocar limites? Será que eu não deveria ter agido de outra maneira?

Além dessas dúvidas, ainda existe a missão “quase” impossível de conciliar família e trabalho. Ser mãe, filha, irmã, esposa, mulher e profissional… ufa! Não é mesmo fácil!

Apesar do desafio, as mães do milênio estão conseguindo, principalmente porque desenvolveram a habilidade de aprender, descobrir e aprimorar o exercício da maternidade. Conversar com outras mães, observar o exemplo dos avós, ler livros sobre psicologia e educação, participar de palestras e encontros, acompanhar pesquisas sobre o desenvolvimento infantil são atitudes que tranqüilizam e acalmam os aflitos corações das mães.

Em relação à aprendizagem e desenvolvimento acadêmico das crianças, as mães sabem ser parceiras das professoras e da escola. Ao confiarem nas professoras e na escola, as mães passam esse sentimento de segurança às crianças. Quando sentem que precisam, as mães procuram a escola, perguntam, solicitam orientações e conseguem atender aos nossos pedidos. Quando a escola solicita a sua presença, as mães sabem que o que quer que as professoras digam, têm sempre a intenção de contribuir com o desenvolvimento de nossos alunos.

Isso dito, queremos, nesse mês de maio, homenagear nossas mães e reconhecer seus talentos, habilidades e competências. Queremos também agradecer pela sincera confiança ao depositar em nós a responsabilidade pela aprendizagem e desenvolvimento de seu bem mais precioso. Queremos reconhecer a sua dedicação e presença na vida de nossos alunos e desejar um FELIZ MÊS DAS MÃES! Quanto maiores os desafios, maiores serão as habilidades para superá-los. PARABÉNS!

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

Alimentação

Dicas para uma Alimentação Saudável:
  • O modo mais saudável de se alimentar prevê seis refeições diárias: café-da-manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e lanche da noite. Pôr a mesa nesses horários é fundamental para fixar uma disciplina;
  • Dê tempo para seu filho comer. Apressar a refeição diminui o tempo de mastigação, essencial para a sensação de saciedade. Quem come rápido acaba comendo mais e sente fome mais depressa;
  • Evite conversar sobre problemas à mesa. Tranqüilidade ajuda a emagrecer;
  • Não exija que seu filho perca peso. Muitas vezes, a criança precisa apenas mantê-lo até crescer um pouquinho mais. Elogios ajudam. “Vamos emagrecer para ficar ainda mais bonito” é uma frase mais eficiente do que “Você está gordo”;
  • Idas a restaurantes, pizzarias e lanchonetes devem ser administradas com diálogo. Um hambúrguer uma vez por semana não é de todo mau. Retirar o fast-food da rotina da criança pode significar priva-la de um determinado convívio social;
  • Seja criativo e saudável na hora de cozinhar. Valorize a comida caseira, fazendo, por exemplo, um hambúrguer de peito de peru na chapa, sem gordura;
  • Aproveite os fins de semana e crie oportunidades para deixar a criança gastar energia. Basta ir a um parque ou brincar de esconde-esconde, por exemplo;
  • Torne sua casa mais saudável. Em vez de doces e chocolates, ponha uma fruteira em cima da mesa;
  • Regule a oferta de alimentos calóricos, como batata frita e chocolate;
  • Estimule atividades físicas que dêem prazer à criança;
  • Evite dizer sempre sim. A criança sem limites abusa das calorias;
  • Não prometa sobremesa como prêmio. Comida não é recompensa;
  • Não ameace com castigos a criança que não quer comer;
  • Mesa não deve ser lugar para brincadeiras. A criança deve prestar atenção e saber o que está comendo;
  • Estimule seu filho a experimentar novos alimentos;
  • Não troque refeição por mamadeira. Se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre;
  • Cardápios repetitivos enjoam e levam à falta de nutrientes. As refeições devem ser variadas, coloridas e apetitosas;
  • Dê o exemplo. Não adianta mandar a criança tomar suco e só ficar no refrigerante.

TEXTO 04: “Dicas para uma alimentação saudável” extraído da Revista Construir Notícias nº 25, referente aos meses de Novembro e Dezembro de 2005, disponível no site www.construirnoticias.com.br

A Arte de Dizer Não

Conversando sobre A Arte de Dizer Não

Quando seu filho lhe pede algo, qual a sua reação?

a) Tento fazer o máximo que posso, afinal eu trabalho muito e o pouco tempo que tenho com ele deve ser de alegria, e não de frustração;

b) Minha resposta depende muito do meu humor. Se estou alegre, digo logo um sim. Se estou triste ou com raiva, digo logo não e depois mudo de opinião;

c) Paro e penso um pouco. Se é possível atender ao seu desejo, atendo. Se não, digo não e explico o porquê.

Poucas coisas angustiam os pais quanto viver dizendo não aos pequenos. Caras tristes, choros, birras, chantagens e outros comportamentos usados pelas crianças são muito fortes. Com o objetivo de sermos bons pais, corremos o risco de sermos pais bonzinhos. E o corre-corre da vida piora essa situação. O excesso de trabalho e outras preocupações fazem com que os pais sintam-se culpados e tentem compensar sua ausência, evitando dizer não. E ainda tem aquela visão distorcida de Psicologia e Educação que diz que o excesso de frustrações pode traumatizar a criança e prejudicar o seu desenvolvimento, o que não é verdade.

Se pararmos para pensar, a vida é feita de limites. Ouvir não em casa prepara a criança para a vida e faz com que ela crie estratégias para lidar com as pequenas e grandes frustrações. Não traumatiza, mas sim ensina e educa.

Na difícil arte de dizer não, o melhor é pensar antes de dizer a resposta. Sim é sim. Não é não. E talvez é outra coisa. Se você diz não e, depois de um pouco de insistência da criança somada ao seu cansaço após um dia de trabalho, seu não vira um sim, aí a criança aprende uma estratégia poderosa para conseguir o que quer. E por sua extrema esperteza, não por maldade, a criança vai usar esse recurso todas as vezes que sentir que poderá dar certo. E aí vai ficar mais difícil ainda dizer não.

Não se culpe se um dia ou outro, você cedeu e atendeu aos desejos do pequeno. Preocupe-se apenas se sentir que isso acontece sempre, quase todos os dias. Por mais contraditório que pareça, lembre-se: dizer não é um ato de amor, e não de falta de amor; dizer sim em excesso pode ser prazeroso para a criança, mas não é saudável.

Por: Teresa Maria Lima Nunes, Psicóloga Escolar CRP 11/04081.

As Crianças Brasileiras Não Brincam o Bastante

As crianças brasileiras não brincam o bastante. Esse é o cenário revelado pelo maior e mais minucioso levantamento já feito no Brasil sobre o hábito de brincar de meninos e meninas entre 6 e 12 anos. Encomendada pela multinacional Unilever e conduzida pelo Instituto Ipsos, a pesquisa foi feita em 77 cidades – um universo que representa 31,5 milhões de pais e 24,3 milhões de crianças. O resultado é preocupante porque dedicar pouco tempo aos jogos pode comprometer o desenvolvimento infantil. Brincar é um dos quatro parâmetros usados para medir o bem-estar de uma criança – ao lado da qualidade do sono, da alimentação e da higiene. Como definiu Brian Sutton-Smith, um dos principais educadores dos Estados Unidos: “O contrário de brincadeira não é trabalho. É depressão”. Crianças que brincam mais se tornam jovens e adultos melhores. Os jogos e divertimentos (civilizados, é claro) estimulam a inteligência, ensinam valores, colocam a criança em contato com suas habilidades e dificuldades, despertam a imaginação e a criatividade e aliviam tensões.

Uma conjunção de fatores ajuda a explicar por que as brincadeiras se tornaram escassas na vida das crianças. O primeiro deles é que, desde muito cedo, elas se tornam dependentes de televisão, vídeos e computadores. Não se trata de condenar esses passatempos. O errado é passar muito tempo diante de tais aparelhos. Os meninos e meninas brasileiros são os que mais vêem televisão em todo o mundo. Isso lhes consome, em média, três horas e meia por dia. É muito tempo. “Ver televisão não é brincar”, disse a VEJA a psicóloga Ann Marie Guilmette, professora da Brock University, do Canadá. A passividade dos pequenos diante de um aparelho de TV não substitui os estímulos de um jogo de tabuleiro ou de um esconde-esconde. No entanto, um dos dados mais surpreendentes da pesquisa é o fato de que, para 97% das crianças brasileiras, ver televisão, DVD ou vídeos é sinônimo de brincadeira – e essa é a favorita delas.

Outro hábito que tem roubado o tempo de diversão das crianças é a preocupação excessiva dos pais com o futuro profissional de seus filhos. O tempo livre delas agora é ocupado com cursos de línguas, balé, esportes e computação, entre outros. Um em cada três pais ouvidos na pesquisa acha que as crianças devem se preparar para a concorrência profissional futura desde cedo e 84% concordam que, para estarem preparadas para a vida, as crianças devem brincar menos e estudar mais. Com isso tudo, os jogos tendem a ficar restritos ao período em que as crianças estão na escola. No ambiente escolar, porém, a brincadeira é organizada e monitorada por adultos, que determinam o repertório dos jogos e ditam as regras. “O efeito disso é que, quando essas crianças têm a oportunidade de brincar sozinhas, elas simplesmente não conseguem. Faltam-lhes criatividade e imaginação”, afirma Ann Marie.

Nas últimas duas décadas, depois de uma série de pesquisas, ficou claro para os estudiosos do desenvolvimento infantil que relações familiares sólidas têm um peso preponderante na formação de profissionais de sucesso. E elas implicam que os pais também brinquem com seus filhos. Por meio dessas brincadeiras conjuntas, as crianças assimilam melhor o respeito às regras e a necessidade de ter paciência e persistência na perseguição de objetivos. Além disso, os jogos compartilhados fortalecem os vínculos afetivos. O levantamento da Unilever mostra que o que acontece nas famílias brasileiras é justamente o oposto: as crianças brincam pouco com seus pais. “Brincar não é um atributo genético. Brincar é uma atividade que se aprende”, diz o educador Celso Antunes, autor de mais de quarenta livros sobre educação. O papel dos pais nesse processo é fundamental. Em especial, nos primeiros anos de vida da criança. É essencial que eles a ensinem a brincar, proporcionando não só os brinquedos, como também se dispondo a indicar como funcionam. Mas há um limite na participação dos adultos nos jogos infantis, alertam os educadores. Os pais devem brincar com seus filhos – mas não pelos seus filhos. Pai ao estilo animador de bufê infantil acaba tirando a espontaneidade da criança (e é também um embaraço, convenhamos).

Evidentemente, não dá para querer voltar ao passado, quando a família dispunha de tempo e disposição para passar horas e horas ao redor de um tabuleiro de War, Banco Imobiliário ou Detetive. A vida ficou mais corrida e pais e filhos já não se reúnem tanto. Nos últimos vinte anos, o número de jantares e férias em família caiu 33% e 28%, respectivamente, de acordo com um levantamento americano. Esses índices podem ser estendidos à realidade brasileira, segundo os especialistas. Nada disso, no entanto, deve servir de desculpa para não brincar com os filhos. Para o educador Celso Antunes, quinze minutos por dia são suficientes: “Desde que esse seja um tempo planejado, desejado e feito com o mesmo empenho com que se caminha na esteira da academia de ginástica”. O triste é que brincar com os filhos é fonte de prazer para apenas 14% dos pais.

A brincadeira precisa ser prazerosa e variada para ter qualidade. Os pesquisadores do Instituto Ipsos criaram o “Índice Brincar” para avaliar a qualidade das brincadeiras, levando em conta o tipo de atividade e o tempo gasto com ela. De acordo com esse índice, 39% das crianças brasileiras não brincam como poderiam. “Porque brincam pouco, nossas crianças estão desperdiçando boa parte de sua infância, o que é muito triste”, diz a psicopedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e consultora da pesquisa. Portanto, tire seu filho da frente da televisão, pegue a bola e desça até a quadra do prédio. Lembre-se: com você, bastam quinze minutos por dia.

Projeto Conversando Sobre Brincar Texto: “Criança feliz, feliz a brincar!” de Anna Paula Buchalla, extraído da Revista Veja Edição 1996 de 21 de Fevereiro de 2007.